Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região

História

No primeiro semestre de 1954 foi fundada a Associação dos Profissionais Condutores de Veículos e Anexos de Sorocaba, com sede provisória na Rua Cesário Mota, 482, onde fica o Sindicato dos Têxteis. No segundo semestre do mesmo ano, a associação se torna sindicato.

Em 1986, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) se funde com o sindicato, assim dando continuidade ao projeto de banir o sindicalismo pelego do Brasil. A primeira greve acontece em 1986. Os trabalhadores lutavam por melhores salários e condições de trabalho Os salários eram extremamente baixos. Um motorista recebia um salário mínimo e meio e os cobradores um salário mínimo, e não existia nenhum outro benefício.

História do sindicato

Ao final da paralização, 126 trabalhadores foram demitidos por justa causa. Mas o movimento foi considerado positivo segundo os trabalhadores da entidade. Depois da greve, a categoria despertou, a luta dos trabalhadores ganhou força e tomou outras proporções. Foi nesse período que o sindicato ampliou sua base de representação e passou a defender também os trabalhadores do transporte rodoviário, fretamento e de cargas.

Presidente (de pé) Paulo João Estausia

A primeira formalização da convenção coletiva do setor de cargas, em 1989, que garantiu o prêmio por tempo de serviços, diária, pernoite e piso para motorista carreteiro, foi outro marco para a categoria. A partir daquele ano, os motoristas de cargas passaram a acumular ganhos.

A década de 1990 começou com a mais longa greve da categoria. Sorocaba passou por seis longos dias. O clima era tenso. As negociações da campanha salarial não avançavam. Empresários e poder público estavam afinados com o objetivo de não deixar o movimento sindical crescer na cidade.

De acordo com o presidente da entidade Paulo João Estausia, o então prefeito de Sorocaba, Antônio Carlos Pannunzio, e o secretário de Transportes e presidente da Urbes, Caldini Crespo, foram vistos muitas vezes circulando pela cidade nos camburões da polícia para perseguir os trabalhadores. “A ordem era espancar e prender motoristas”, recorda. A briga foi longa, mas os motoristas conseguiram ter o aumento salarial e a primeira redução da jornada de trabalho.

Profundas mudanças ocorreram no sistema de transporte de Sorocaba no início dos anos 1990. A criação dos terminais, a adoção de novas tecnologias e a nova política para os transportes colocaram grandes desafios para a categoria.

A empresa de ônibus VIMA foi fechada e o sindicato lutou muito contra a demissão dos trabalhadores, em especial, contra a extinção da função do cobrador. “A sociedade estava enfeitiçada pela propaganda falsa da prefeitura que dizia que Sorocaba teria o melhor transporte, a tarifa mais baixa do país e que os cobradores não seriam demitidos e a política adotada por Pannunzio e Crespo prevaleceu”, explica Estausia.

A derrota não assustou os trabalhadores, nem diminui a vontade de vencer. O sindicato deu a volta por cima e manteve-se firme no objetivo de valorizar a categoria. A cada campanha salarial, com caminhão emprestado, e, ao final da década, acumulou muitos ganhos para a categoria, como cesta básica, tíquete-refeição, entre outros.

Organização da categoria

Uma onda de invasão de perueiros tomou todo o país. Em Sorocaba não foi diferente. O transporte clandestino colocou em risco os empregos da categoria e a segurança da população. Inúmeras ações e manifestações foram lideradas pelo sindicato até a deflagração do golpe mortal nos perueiros e a conquista da vitória. O sindicato foi uns poucos no Brasil que conseguiu impedir a permanência do transporte clandestino.

Transporte clandestino

Novas mudanças ocorreram neste início de século. Seguindo orientação da CUT, a categoria se fundiu com o sindicato de Itapeva, fortalecendo ainda mais a luta da entidade e ampliando a base de representação do sindicato para 42 munícipios.

As campanhas salariais ganharam outra dimensão e, de passo em passo, o sindicato está conseguindo igualar os benefícios e salários da base e mostrar para os empresários que respeitar os trabalhadores e seus direitos está em primeiro lugar.

Eleições

A saída de operação das empresas TCS e Breda já ficou marcada na história da categoria como o último grande enfretamento da primeira década do novo século. Para proteger os empregos dos trabalhadores, o sindicato travou uma luta feroz com os empresários e o poder público. Uma vez mais, saiu vitorioso. É verdade que as empresas estão havendo para os trabalhadores e os processos ainda estão tramitando na Justiça. Mas o emprego de todos foi assegurado.

Lutas e desafios

Comunicação

Desde 1989 que o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região atende a sua categoria através de um informativo impresso titulado como “Linha Expressa”. De acordo com o presidente do sindicato, Paulo João Estausia, o jornal é um dos melhores meios de informação da categoria. O boletim informativo é mensal e tem tiragem de cinco mil exemplares.

Comunicação Sindical

Além do informativo impresso, o sindicato se comunica com a categoria por meio de um site. O portal eletrônico surgiu em 2006 e teve como objetivo levar informação rápida e com qualidade aos trabalhadores da categoria. “Comunicação sindical é como toda a comunicação, é voltada ao público e, sobretudo, respeitando a linguagem da informação”, esclarece a jornalista e assessora de imprensa do sindicato, Fabiana Caramez.

Outras ferramentas de comunicação

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