História Sindical

Origem do sindicato

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Desde a Idade Média (século V a XV) que há necessidade de homens estarem reunidos, seja por interesse próprio ou de um grupo. Eles estão representando, protegendo e organizando a sociedade.

O Feudalismo era o sistema econômico e político na Idade Média. Com a queda desse sistema, veio o capitalismo. Do século XV a XVIII foi o tempo de transição “substituição do modo de produção feudal pelo modo de produção capitalista”. Após essa passagem, no século XVIII, acontece a Revolução Industrial. Foi nessa época que houve a primeira forma de protesto da nascente classe operária.

O Ludismo teve seu auge no período 1810/1812, e foi uma reação dos operários do setor de tecelagem de meias que quebravam máquinas e instalações industriais em razão da diminuição de seus salários. Em 1813, apenas em Iorque, 17 Ludistas foram enforcados. (MORALES, p.31)

O termo Ludismo deriva do nome do operário têxtil Ned Ludd, que trabalhava numa pequena oficina em Nottingham, cidade próxima de Londres. Segundo pesquisas, esse operário destruiu totalmente os teares mecânicos da fábrica num sinal de revolta contra os efeitos da Revolução Industrial. Sua atitude, apesar de individual, refletia o estado de espírito dos artesões. Em 1830, outro movimento anticapitalista, o Cartismo, ocorreu durante a Revolução Industrial.

Após, como igualmente nos ensinam referidos professores, tivemos o Cartismo Europeu, em fins de 1830, que trata-se de termo originário da Carta do Povo, publicada em 1837 pela Associação dos Operários face à crise de desemprego, passando as reivindicações não serem mais exclusivamente econômicas, havendo agora reivindicações políticas. Por volta de 1840 o movimento que se traduziu em greves, comícios, passeatas e reivindicações políticas do operariado Inglês em declínio. (MORALES, p. 31)

As primeiras organizações entre trabalhadores ocorrem na produção capitalista, a partir do século 17. A sociedade era dividida em duas classes: um lado, a burguesia – dona dos meios de produção (máquinas, matérias primas, entre outros); do outro lado, o proletariado, obrigado a vender a sua força de trabalho aos capitalistas (burgueses).

Os primeiros sindicatos nascem exatamente na Inglaterra, considerada o “berço do capitalismo”, no século 18. Segundo o jornalista Altamiro Borges (2006), após muitas marchas e contramarchas, a burguesia se consolidou no poder, acumulou capital e pode realizar a primeira revolução industrial – no século 18.

Com todo esse poderio, o capitalismo se fortalece cada vez mais. Para extrair mais-valia (fonte de lucros), um conceito de Karl Marx, o burguês explorará jornada de trabalho que, dependendo do volume de trabalho, poderá atingir até 16 horas diárias. As horas trabalhadas iam aumento e o salário cada vez diminuindo. A sociedade não tinha outra maneira de se sustentar, o único jeito era trabalhar para o burguês. Alguns que iriam contra a essa visão de trabalho, acabavam perdendo seu emprego.

De acordo com Borges (2006), a introdução das novas máquinas, que representa a consolidação definitiva desse novo modo de produção, também agravará as contradições entre capital e trabalho. Através desses novos instrumentos, a burguesia golpeia os artesãos e suas corporações, que tinham grande poder de barganha.

A única maneira que os trabalhadores viram para mudar essa situação foi fazer greves contra as jornadas abusivas de trabalho. A origem do termo “greve” vem da Praça do Hotel de Ville, em Paris, chamada Place de Grève. Para os revolucionários, conforme Borges (2006), a greve será vista como uma das principais armas na luta de guerrilha entre capital e trabalho e como poderoso instrumento de elevação da consciência e do nível de organização do proletariado.

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2 respostas para História Sindical

  1. Felipe Shikama disse:

    Parabéns pelo trabalho!
    Vida longa ao site e sucesso na carreira profissional de vocês!

    Grande abraço,
    Felipe Shikama

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