João Negrão

João Negrão

Com a transição do feudalismo para capitalismo, o mundo começou a enfrentar um impacto de divisão de classes: a burguesa e a trabalhadora. O sistema capitalista chega no século 18 e, por meio das máquinas e da tecnologia, acaba com a mão-de-obra do proletariado. Essa mudança tecnológica denominada Revolução Industrial teve impacto profundo no processo produtivo na economia social.

Revolução Industrial, origem dos sindicatos

Para o professor universitário e doutor em Sociologia Política, pela PUC-SP, João Negrão, o capitalismo é uma economia violenta. “Os menos favorecidos sofrem na mão dos mais fortes, ou seja, os burgueses”, comenta.

Além de ser professor, Negrão foi jornalista da Folha Bancária, do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. Em entrevista para este trabalho de conclusão de curso, o professor comentou sobre uma organização feita por trabalhadores no século XVIII, a caixa de auxilio mútuo.

Nos séculos 18, 19, até o 20, sindicato e patrão (donos das empresas) não falavam a mesma língua. As discussões eram cansativas. Até o final da ditadura militar categoria e patronal não haviam diálogo, dessa maneira dificultou as conquistas dos trabalhadores. Hoje os tempos são outros, a democracia e liberdade de expressão andam juntas. Tanto o presidente de alguma categoria e o burguês discutem e pensam melhor nas questões trabalhistas do operário. João Negrão comenta sobre esse cenário e diz que os sindicatos estão reaprendendo a se organizar (confira o áudio abaixo).

Hoje os sindicatos aprenderam a dialogar com o burguês

Outra discussão de Negrão é a comunicação sindical. Ele sente falta que nos cursos de comunicação fale sobre esse fenômeno. Os estudantes se formam sem saber como é o processo sindical, suas lutas e, principalmente, quais são as manchetes dos jornais. “É necessário ter uma disciplina que retrate a comunicação sindical. Hoje a categoria tem assessor (formado em jornalismo) e várias ferramentas de comunicação. O estudante precisa saber que o sindicato é também um mercado de trabalho”, comenta o professor de comunicação.

Comunicação sindical é opção de mercado de trabalho

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