Fernanda Ikedo

Fernanda Ikedo é jornalista, tem 30 anos, e publicou em 2003 o livro-reportagem “Ditadura e repressão em Sorocaba: História de quem resistiu e sobreviveu”, com o apoio da LINC (Lei Municipal de Incentivo à Cultura). Obra de conclusão de curso da Universidade de Sorocaba (Uniso), pesquisado e escrito em 2002, orientado por Itamar Cavalcante (período inicial) e depois, João Negrão (período final).

Fernanda esclarece o porquê do tema

Fernanda Ikedo

Primeiro semestre de 2008 produziu e lançou o documentário “Porque lutamos! Resistência à ditadura militar”, sobre o estudante sorocabano Alexandre Vannucchi Leme, que foi assassinado em 1973, pela ditadura militar.

O documentário “Porque Lutamos! Resistência à ditadura militar” traz, por meio de declarações, a história do estudante sorocabano que desafiou o autoritarismo e arriscou sua vida manifestando suas críticas à ditadura.

Em 16 de março de 1973 o sorocabano Alexandre Vannucchi Leme foi levado preso e torturado. Amanheceu morto na cela x-zero do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna, o temido DOI-CODI. Ele tinha 22 anos e cursava o quarto ano de Geologia, da Universidade de São Paulo (USP).

São sete pessoas que contam suas trajetórias de luta, de como atuaram pelo fim da ditadura militar e o que representou a morte de Alexandre. Elas se posicionaram contra: a censura, a repressão e todas as arbitrariedades geradas por um ciclo de generais que comandaram o Brasil, de 1964 a 1985.

A jornalista comenta sobre o documentário

Os entrevistados são: Adriano Diogo, Aldo Vannucchi, Egle Vannucchi Leme, João dos Santos Pereira, Maria Ap. de Aquino, Miguel Trujillo e Osvaldo F. Noce.

Roteiro, direção e edição: Fernanda Ikedo
Fotografia: Juca Mencacci
Pesquisa: Fernanda Ikedo
Trilha Original: Maurício Toco
Arranjo de Cordas: Marcos Boi
Mixagem/Masterização: João Leopoldo
Pós-produção: José Carlos Fineis (Loja de Idéias)
Narração: Nanaia de Sima

Veja o documentário através do Portal do jornalista Luis Nassif.

Ikedo comenta as suas referências para o projeto

Movimento operário

Fernanda fala que a partir da década de 1930, Sorocaba tinha um movimento operário e estudantil fortes. Havia algumas organizações nessa época, como os Têxteis e os Ferroviários, ambos tinham demandas para trabalhar com um progresso de melhorias no trabalho. “Tinha todo um movimento intenso antes do golpe militar”, afirma a jornalista.

O estudo de Fernanda focava nas organizações revolucionárias existentes na ditadura. Mesmo ela não estudando o movimento sindical, ela comenta que o Partido Comunista (PCB) era ligado aos operários das fábricas de Sorocaba, nas décadas de 1940 a 60. “A atuação dos ferroviários e da indústria têxtil era bem representativa”, explica a diretora do documentário sobre ditadura.

Sonora de Fernanda em relação ao movimento operário e estudantil em Sorocaba

De acordo com a autora do livro-reportagem, o movimento sindical atual (2010) está bem fracionado, em diversas correntes políticas (CUT, Força Sindical, CGT, entre outras). “O importante é que essas centrais reúnam forças no que tem em comum. Por exemplo, a redução de jornada e contra a terceirização da mão de obra”, esclarece.

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Uma resposta para Fernanda Ikedo

  1. Claudemir disse:

    Fernanda,

    Parabéns pelo seu trabalho.

    Claudemir

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