Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região

História

O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região teve sua primeira organização em 1939, na época era chamada de Sindicato dos Operários Metalúrgicos e Classes Anexas de Sorocaba. Por falta de documento, o sindicato não foi pra frente.

Em 1946, um grupo de metalúrgicos sorocabanos, admiradores do socialismo, definiu voltar a organizar a categoria. Uma assembleia de trabalhadores, em 19 de fevereiro daquele ano, fundou a Associação Profissional dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica de Sorocaba.

O primeiro presidente da associação foi Benedito Ferraz, falecido em 2001, aos 82 anos. Vários diretores da entidade, na década de 1940, eram membros do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Com essa ideologia de esquerda, a ditadura militar teve ter intensa perseguição. A estrutura do sindicato com o socialismo e o comunismo foi desaparecendo entre o fim dos anos 40 e início dos 50.

Após o golpe militar que derrubou o presidente João Goulart, o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba não escapou dessa violência comum ao regime ditatorial. As eleições sindicais metalúrgicas da segunda metade dos anos 60 até o final da década de 70 não podem ser consideradas legítimas. As principais lideranças de oposição eram perseguidas e as normas eleitorais eram inconstantes e autoritárias, tornando praticamente impossível vencer o esquema montado pelas diretorias pelegas em parceria com patrões e governo.

Vice-presidente Izídio de Brito

Em meados de 1983, a oposição conseguiu na justiça anular as eleições de 1981, devido à irregularidade no prazo de inscrição para chapas concorrentes. Destituída a diretoria de então, que era encabeçada por Sidney Soares, foi marcada uma nova. Com a divulgação de um novo prazo para inscrição, três chapas se candidataram às eleições.

Dentre os membros da Chapa 3, destacava-se Wilson Fernando da Silva, o Bolinha, líder da chapa, que havia atuado no sindicato dos metalúrgicos do ABC no final dos anos 70 e foi companheiro de fábrica e de militância de Luiz Inácio Lula da Silva, na Villares de São Bernardo do Campo.

Bolinha

A chapa 3 venceu as eleições. Poucos dias depois das eleições, em 28 de agosto de 83, os novos sindicalistas sorocabanos já participavam da Central Única dos Trabalhadores. A partir daí, teve início uma nova história para a categoria e o movimento sindical metalúrgico em Sorocaba e Região. A Chapa de Bolinha foi eleita. Em 1986, novamente três chapas concorreram às eleições metalúrgicas. Bolinha que encabeçava a Chapa 1, foi reeleito.

Nas eleições de 1989, Geraldo Titotto Filho foi eleito presidente da entidade, dando continuidade à direção cutista. Titotto foi eleito com apoio de Bolinha, que havia decidido deixar a direção. Hamilton Pereira, hoje deputado estadual pelo PT, foi eleito vice-presidente do sindicato.

No âmbito do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, as divergências internas se acirravam. Ficou evidente que havia mais de uma concepção de sindicalismo entre os dirigentes eleitos em 1989. Sendo assim, duas chapas filiadas a CUT – surgidas de um racha interno – concorreram às eleições. Carlos Roberto de Gáspari, que fora secretário-geral da entidade durante o mandato liderado por Titotto, foi eleito o novo presidente do Sindicato nessa votação. Bolinha, afastado desde 1989, voltou à direção da entidade como vice-presidente.

Eleições

No 3º Encontro dos Metalúrgicos, realizado pelo sindicato em janeiro de 1993, referendou as propostas da chapa eleita no ano anterior e definiu a atuação da entidade em dois eixos básicos: a organização da base e o resgate da cidadania. Deu-se início na região a um modelo de atuação chamado de Sindicato Cidadão, o que pressupõe a defesa dos interesses da categoria não apenas no chão da fábrica, mas também na sociedade, participando de lutas e de fórum de discussões que envolvam direitos de cidadania como o direito ao trabalho, à educação, à saúde, à cultura, à informação entre outros.

Em 1995 duas chapas se inscreveram para as eleições. A Chapa 1, novamente liderada por Gáspari, venceu a Chapa 2 com larga vantagem (mais de 97% dos votos válidos). O Sindicato, fundado em 12 de abril de 1954, representa atualmente aproximadamente 40 mil trabalhadores em 14 cidades: Sorocaba, São Roque, Votorantim, Iperó, Piedade, Pilar do Sul, Salto de Pirapora, Araçoiaba da Serra, Itapetininga, Ibiúna, Tapiraí, Sarapuí, Araçariguama e São Miguel Arcanjo.

O Sindicato é filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), à Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM) e à Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM). Atualmente, o Sindicato tem como presidente Ademilson Terto da Silva, e Izídio de Brito Correia, vice.

Comunicação

Desde 1990 que o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, por meio de um jornal impresso, se comunica com a categoria. De lá para cá foram criadas outras ferramentas que, segundo o jornalista do sindicato, Paulo Rogério Leite de Andrade, ajudou ainda mais a divulgação informações para o trabalhador.

Comunicação sindical

O jornal impresso “Folha Metalúrgica” tem tiragem de 38 mil exemplares, e é entregue de mão em mão para os trabalhadores, dirigentes e militantes metalúrgicos.

Além do jornal, o sindicato criou outros elementos de interação com os usuários. O primeiro foi a ideia de um site, em 2002. No entanto, só em 2009 que o portal eletrônico teve um formato conforme a imprensa sindical queria. “O primeiro processo (2002) não teve um layout com a nossa cara. Após sete anos, conseguimos um formato que nos ficássemos satisfeitos e principalmente, os usuários que visitam o nosso site diariamente”, comenta o jornalista do Sindicato.

Em 2008 o sindicato resolve divulgar e compartilhar vídeos em formato digital. Essa hospedagem só foi possível através do YouTube, um site que permite que os usuários coloquem vídeos.

Em 2010, a categoria entra de vez nas ferramentas sociais. Criam contas no Twitter e Facebook. De acordo com o jornalista, essas ferramentas sociais auxiliam para que as informações cheguem com mais qualidade e rapidez à categoria.

Ferramentas sociais

Outros informativos que a imprensa faz

Boletins específicos – Informativos do Sindicato dirigidos especialmente a trabalhadores de determinadas fábricas. Circula toda vez que é preciso informar algo ou mobilizar os trabalhadores. Exemplos: Câmbio Seco e Intercambiar (ZF) e O Batente (Schaeffler).

Equipe de trabalho

A equipe é formada por dois jornalistas (Paulo Rogério Leite de Andrade e José Jesus Vicente), um designer e cinegrafista (Lucas Eduardo de Souza Delgado) e um fotógrafo (José Gonçalves Filho – Foguinho).

Processo e mudança no jornal da categoria

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