História Sindical Brasil

História do movimento operário e sindical no Brasil

Divulgação

Sua origem acontece no século XIX e está ligado ao processo de mudança na economia que, na época, era o café. O início, de fato, ocorre no século seguinte. Na época as primeiras organizações sindicais, na sua maioria, foram por imigrantes europeus.

No início do século 20, jornadas de 14 ou 16 horas diárias eram rotineiros. Assim como a opressão da força de trabalho de mulheres e crianças. De acordo com o texto História do sindicalismo no Brasil, do portal Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal Santa Catarina, além da jornada diária e exploração de trabalho, os salários pagos eram baixos, havendo reduções salariais como forma de punição e castigo. Todos eram explorados sem qualquer direito ou proteção legal.

“A primeira greve no Brasil foi a dos tipógrafos do Rio de Janeiro, em 1858, contra as injustiças patronais e por melhores salários” (2010).

Em abril de 1906, realizou-se no Rio de Janeiro, o 1º Congresso Operário Brasileiro, com a presença de vários sindicatos, federações, ligas e uniões operárias, principalmente do Rio e São Paulo. Nascia a Confederação Operária Brasileira (COB), a primeira entidade operária nacional. (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal Santa Catarina , 2010)

Nessa época foram criadas várias associações de classe, tais como, a União dos Operários Estivadores em 1903; a Sociedade União dos Foguistas, também em 1903; a União dos Operários em Fábrica de Tecidos em 1917.

Em 1930, Getúlio Vargas entra no comando do Brasil. No mesmo ano acontece a Revolução de 1930, que marcaria um momento importante na transição de uma economia agrário-exportadora para uma economia industrializante (ANTUNES, 1991).

O Estado sob o comando de Vargas tentou controlar o movimento sindical e operário, levando-o para ser incluído no aparelho de Estado. A primeira medida de Vargas foi a criação do Ministério do Trabalho, em 1930, com o objetivo de organizar uma política sindical tendo como meta conter a classe operária nos limites do Estado. Além disso, conforme o texto Antunes, esse Ministério também queria formular uma política de conciliação entre o capital e o trabalho. “Os sindicatos ou associações de classe serão os pára-choques destas tendências antagônicas. Os salários mínimos, os regimes e as horas de trabalho serão assuntos de sua prerrogativa imediata, sob as vistas cautelosas do Estado” (ANTUNES, 1991), disse o primeiro Ministro do Trabalho, durante a apresentação da Lei de Sindicalização, de 1931.

Essa medida decretava o controle financeiro do Ministério do Trabalho sobre os recursos dos sindicatos, coibindo greves, e assim definia o sindicato como um órgão que estava no mesmo caminho que o Estado.

Só em 1945 nasce o Movimento Unificado dos Trabalhadores (MUT), entidade que rompia a estrutura atual e tinha como meta a liberdade sindical, acabar com as restrições e interferências nos sindicatos da classe trabalhadora. Esse manifesto teve assinatura de mais de 300 líderes sindicais – representantes de 13 Estados.

De 1946 até o final da década de 1950 os avanços da organização trabalhadora foram imensos. Em 1960, com o governo de João Goulart, conhecido como Jango, as lutas operárias atingiram o seu ápice quando, “após imensas manifestações grevistas, realizou-se o III Congresso Sindical Nacional, onde os trabalhadores brasileiros aglutinaram suas forças sob uma única organização nacional de coordenação da luta sindical: o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT)” (ANTUNES, 1991).

Podemos entender que durante o período 1945 a 1964 o movimento trabalhista teve seu auge. Quando o caminho estava em passos largos, acontece o golpe militar, cujo objetivo era frear os avanços da classe operária.

Na Ditadura

O golpe militar de 1964 constituiu uma intensa e profunda repressão ideológica que a classe trabalhadora enfrentou na história do país. Segundo o texto do portal Conexão Sindical, as ocupações militares e as intervenções atingiram cerca de duas mil entidades sindicais em todo o Brasil. As direções das entidades foram cassadas, presas e exiladas. O controle do movimento foi desenvolvido junto com uma nova política de pouco salário, da lei antigreve nº 4.330 e do fim do regime de firmeza no emprego. “A ditadura passou a se utilizar de práticas de tortura, assassinatos e censura, acabando com a liberdade de expressão, organização e manifestação política” (2008).

Conforme o texto de Marcio Pochmann (2005), Após 21 anos de experiência autoritária dos governos militares (1964/85), os sindicatos de trabalhadores assumiram parcela fundamental no movimento de redemocratização nacional. Por conta disso, conseguiram expandir suas atividades a partir do final da década de 1970.

Na década de 70 dá início ao novo sindicalismo, que retomou as comissões de fábrica e sugeriu um padrão de sindicato livre da estrutura sindical vinculada. Este elemento acontece no ABCD (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema).

No dia 12 de maio de 1978, os trabalhadores da Saab-Scania do Brasil, em São Bernardo do Campo (SP), entraram na fábrica, bateram o cartão de ponto, vestiram seus macacões, foram para os seus locais de trabalho diante das máquinas, mas não as ligaram: cruzaram os braços. No momento, eles não poderiam imaginar que com aquele gesto, aparentemente simples, estavam abrindo o caminho de uma nova proposta sindical para o Brasil. A greve desafiou o regime militar e iniciou uma luta política que se estendeu por todo o país. No contexto das mobilizações populares que se seguiram, surgiram manifestações em defesa das liberdades democráticas e contra a ditadura militar, entre elas, a luta pela anistia e pelas Diretas Já. (2010)

Em 1988, com a nova Carta Constitucional, o movimento sindical brasileiro passou a ter maior liberdade, principalmente tendo livre-arbítrio para construir entidade sindical, inclusive aos funcionários públicos o artigo 37, VI da Constituição Federal.

CUT – Central Única dos Trabalhadores

Uma das maiores organizações sindicais do mundo, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), foi fundada em 28 de agosto de 1983, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT). Naquele momento, mais de cinco mil homens e mulheres, vindos todas as regiões do país, lotavam o galpão da extinta companhia cinematográfica Vera Cruz e imprimiam um capítulo importante da história.

A CUT é uma organização sindical brasileira, de caráter classista, autônomo e democrático, cujo compromisso é a defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora.

O objetivo da entidade é organizar, representar sindicalmente e dirigir a luta dos trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, do setor público e privado, ativos e inativos, por melhores condições de vida e de trabalho e por uma sociedade justa e democrática. A CUT se consolida como a maior central sindical do Brasil, da América Latina e a 5ª maior do mundo, com 3.299 entidades filiadas, 7.116.278 trabalhadores associados e 21.092.160 trabalhadores na base.

Uma resposta para História Sindical Brasil

  1. albertino verissimo da silva disse:

    Este sindicatos que era sulbonados aos poderosos eram os sidicatos amarelos.

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